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Proctocolectomia

A proctocolectomia é uma cirurgia que remove todo o cólon e reto, indicada em doenças graves como colite ulcerativa e câncer colorretal. O procedimento requer preparo cuidadoso e acompanhamento no pós-operatório para garantir a recuperação. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A proctocolectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção completa do cólon e do reto. 

Essa cirurgia é geralmente indicada para tratar doenças graves que comprometem essas partes do intestino, como a colite ulcerativa resistente ao tratamento ou câncer colorretal extenso. 

O objetivo é retirar o tecido doente para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir complicações. 

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações de proctocolectomia?

A proctocolectomia é indicada principalmente para condições que afetam extensivamente o cólon e o reto, onde o tratamento clínico não é suficiente ou há risco de complicações graves. As principais indicações incluem:

  • Colite ulcerativa grave: doença inflamatória intestinal que não responde ao tratamento medicamentoso e causa sintomas severos ou complicações.
  • Doença de Crohn refratária: em casos selecionados com comprometimento extenso do cólon e reto.
  • Câncer colorretal: tumores que envolvem grande parte do cólon e do reto, onde a ressecção total é necessária.
  • Polipose adenomatosa familiar: condição genética com alto risco de câncer colorretal.
  • Complicações como perfuração, hemorragia grave e megacólon tóxico.

A decisão cirúrgica é sempre baseada em avaliação detalhada do quadro clínico.

Como é realizada a proctocolectomia?

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, podendo ser feita por via aberta ou minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica). O procedimento envolve:

  • Remoção completa do cólon e do reto, preservando quando possível os nervos que controlam funções urinárias e sexuais.
  • Pode ser realizada ileostomia temporária para proteção da anastomose ou ileostomia definitiva, dependendo do caso.
  • Em alguns casos, é possível confeccionar uma bolsa ileal para restaurar a continência fecal.
  • O cirurgião realiza cuidadosa reconstrução e controle dos vasos sanguíneos para garantir boa circulação.

A técnica escolhida dependerá da extensão da doença e condições do paciente.

Como se preparar para a proctocolectomia?

O preparo pré-operatório é fundamental para minimizar riscos e garantir sucesso no procedimento. As recomendações incluem:

  • Avaliação clínica completa com exames laboratoriais e de imagem.
  • Jejum nas horas que antecedem a cirurgia.
  • Suspensão ou ajuste de medicamentos conforme orientação médica, principalmente anticoagulantes.
  • Orientação sobre os cuidados com a ileostomia, quando prevista.
  • Apoio psicológico e esclarecimento de dúvidas para reduzir a ansiedade.

Seguir as orientações médicas é essencial para uma cirurgia segura.

Como é o período pós-operatório da proctocolectomia?

O pós-operatório requer monitoramento rigoroso para evitar complicações e garantir a recuperação. Os cuidados principais são:

  • Controle da dor com medicamentos adequados.
  • Monitoramento da função intestinal.
  • Introdução gradual da alimentação conforme a tolerância do paciente.
  • Cuidados com a ferida cirúrgica e possíveis drenos para prevenir infecções.
  • Incentivo à mobilização precoce para evitar trombose e melhorar a circulação.
  • Acompanhamento multidisciplinar com nutricionista e fisioterapeuta.

O tempo de recuperação varia, sendo fundamental seguir todas as recomendações médicas para uma boa evolução.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar