Introdução
A jejunostomia é uma cirurgia indicada para garantir a nutrição de pacientes que não conseguem se alimentar pela via oral.
Ela consiste na colocação de uma sonda diretamente no jejuno, parte do intestino delgado, permitindo a administração de alimentos líquidos ou fórmulas nutricionais.
Esse procedimento é muito utilizado em pacientes oncológicos, com traumas digestivos ou doenças neurológicas graves.
É uma via segura de alimentação, especialmente em casos em que o estômago ou esôfago não podem ser utilizados.
Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!
Quais as indicações de jejunostomia?
A jejunostomia é indicada quando a alimentação pela boca ou estômago está comprometida, mas o intestino delgado ainda pode ser utilizado para absorção de nutrientes.
É uma alternativa eficaz em situações agudas ou crônicas que exigem suporte nutricional prolongado.
As principais indicações são:
- Pacientes com câncer de cabeça e pescoço, esôfago ou estômago, que dificultam ou impossibilitam a alimentação oral.
- Traumas abdominais ou esofágicos que impedem o trânsito alimentar normal.
- Doenças neurológicas graves, como AVC ou esclerose lateral amiotrófica (ELA), com risco de aspiração.
- Cirurgias gastrointestinais complexas, quando o estômago precisa ser desviado temporariamente.
A decisão deve considerar a expectativa de recuperação, o estado nutricional e a possibilidade de retorno à alimentação oral.
A jejunostomia pode ser temporária ou permanente, de acordo com o caso clínico.
Como é realizada a jejunostomia?
A jejunostomia pode ser realizada por via aberta ou minimamente invasiva, com o paciente sob anestesia geral. O procedimento consiste em posicionar uma sonda de alimentação diretamente no jejuno, por onde serão administrados os nutrientes.
As etapas básicas incluem:
- Acesso cirúrgico ao abdome, com identificação do intestino delgado.
- Fixação do jejuno à parede abdominal, garantindo segurança e vedação.
- Introdução da sonda de alimentação, fixando-a na pele com pontos cirúrgicos.
- Teste da passagem de fórmula líquida, para confirmar o funcionamento da via.
O procedimento é relativamente rápido, com baixa taxa de complicações quando realizado por equipe experiente.
Em alguns casos, a sonda pode ser colocada por endoscopia, dependendo das condições clínicas do paciente.
Como se preparar para a jejunostomia?
O preparo para a jejunostomia é fundamental para minimizar riscos e garantir o sucesso da cirurgia.
Envolve avaliações clínicas e exames, além de orientações específicas sobre o jejum e uso de medicamentos antes do procedimento.
As principais orientações incluem:
- Jejum absoluto por pelo menos 8 horas antes da cirurgia.
- Suspensão de anticoagulantes ou antiplaquetários, conforme orientação médica.
- Exames laboratoriais e de imagem, para avaliação do estado geral e planejamento da via de acesso.
- Orientações da equipe de nutrição, para programação do tipo e volume da dieta enteral.
- Esclarecimento ao paciente e familiares, sobre a finalidade da sonda e cuidados pós-operatórios.
Em alguns casos, pode ser necessário iniciar suporte nutricional venoso antes do procedimento, principalmente em pacientes com desnutrição grave ou quadro infeccioso associado.
Como é o período pós-operatório de jejunostomia?
O pós-operatório da jejunostomia requer cuidados específicos com o local da sonda e com a administração da dieta, para evitar complicações e garantir a eficácia do suporte nutricional. A adaptação ao novo modo de alimentação é gradual.
Os principais cuidados incluem:
- Higienização diária da sonda e pele ao redor, com solução antisséptica.
- Administração da dieta prescrita, respeitando volume, frequência e velocidade indicados.
- Monitoramento de sinais de infecção, como vermelhidão, secreção ou dor local.
- Avaliação frequente da posição da sonda, para evitar deslocamentos.
- Suporte da equipe multiprofissional, incluindo nutrição, enfermagem e cirurgia.
Com o tempo, muitos pacientes se adaptam bem e retomam suas atividades habituais.
O acompanhamento ambulatorial é fundamental para ajustes na dieta, prevenção de complicações e, quando possível, planejamento da retirada da sonda.

