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⁠Jejunostomia

A jejunostomia é um procedimento cirúrgico que permite a alimentação diretamente no intestino delgado, essencial em pacientes com impossibilidade de nutrição oral. Essa intervenção pode ser temporária ou definitiva e exige cuidados específicos no preparo e no pós-operatório. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A jejunostomia é uma cirurgia indicada para garantir a nutrição de pacientes que não conseguem se alimentar pela via oral. 

Ela consiste na colocação de uma sonda diretamente no jejuno, parte do intestino delgado, permitindo a administração de alimentos líquidos ou fórmulas nutricionais.

Esse procedimento é muito utilizado em pacientes oncológicos, com traumas digestivos ou doenças neurológicas graves. 

É uma via segura de alimentação, especialmente em casos em que o estômago ou esôfago não podem ser utilizados.

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações de jejunostomia?

A jejunostomia é indicada quando a alimentação pela boca ou estômago está comprometida, mas o intestino delgado ainda pode ser utilizado para absorção de nutrientes. 

É uma alternativa eficaz em situações agudas ou crônicas que exigem suporte nutricional prolongado.

As principais indicações são:

  • Pacientes com câncer de cabeça e pescoço, esôfago ou estômago, que dificultam ou impossibilitam a alimentação oral.
  • Traumas abdominais ou esofágicos que impedem o trânsito alimentar normal.
  • Doenças neurológicas graves, como AVC ou esclerose lateral amiotrófica (ELA), com risco de aspiração.
  • Cirurgias gastrointestinais complexas, quando o estômago precisa ser desviado temporariamente.

A decisão deve considerar a expectativa de recuperação, o estado nutricional e a possibilidade de retorno à alimentação oral. 

A jejunostomia pode ser temporária ou permanente, de acordo com o caso clínico.

Como é realizada a jejunostomia?

A jejunostomia pode ser realizada por via aberta ou minimamente invasiva, com o paciente sob anestesia geral. O procedimento consiste em posicionar uma sonda de alimentação diretamente no jejuno, por onde serão administrados os nutrientes.

As etapas básicas incluem:

  • Acesso cirúrgico ao abdome, com identificação do intestino delgado.
  • Fixação do jejuno à parede abdominal, garantindo segurança e vedação.
  • Introdução da sonda de alimentação, fixando-a na pele com pontos cirúrgicos.
  • Teste da passagem de fórmula líquida, para confirmar o funcionamento da via.

O procedimento é relativamente rápido, com baixa taxa de complicações quando realizado por equipe experiente. 

Em alguns casos, a sonda pode ser colocada por endoscopia, dependendo das condições clínicas do paciente.

Como se preparar para a jejunostomia?

O preparo para a jejunostomia é fundamental para minimizar riscos e garantir o sucesso da cirurgia. 

Envolve avaliações clínicas e exames, além de orientações específicas sobre o jejum e uso de medicamentos antes do procedimento.

As principais orientações incluem:

  • Jejum absoluto por pelo menos 8 horas antes da cirurgia.
  • Suspensão de anticoagulantes ou antiplaquetários, conforme orientação médica.
  • Exames laboratoriais e de imagem, para avaliação do estado geral e planejamento da via de acesso.
  • Orientações da equipe de nutrição, para programação do tipo e volume da dieta enteral.
  • Esclarecimento ao paciente e familiares, sobre a finalidade da sonda e cuidados pós-operatórios.

Em alguns casos, pode ser necessário iniciar suporte nutricional venoso antes do procedimento, principalmente em pacientes com desnutrição grave ou quadro infeccioso associado.

Como é o período pós-operatório de jejunostomia?

O pós-operatório da jejunostomia requer cuidados específicos com o local da sonda e com a administração da dieta, para evitar complicações e garantir a eficácia do suporte nutricional. A adaptação ao novo modo de alimentação é gradual.

Os principais cuidados incluem:

  • Higienização diária da sonda e pele ao redor, com solução antisséptica.
  • Administração da dieta prescrita, respeitando volume, frequência e velocidade indicados.
  • Monitoramento de sinais de infecção, como vermelhidão, secreção ou dor local.
  • Avaliação frequente da posição da sonda, para evitar deslocamentos.
  • Suporte da equipe multiprofissional, incluindo nutrição, enfermagem e cirurgia.

Com o tempo, muitos pacientes se adaptam bem e retomam suas atividades habituais. 

O acompanhamento ambulatorial é fundamental para ajustes na dieta, prevenção de complicações e, quando possível, planejamento da retirada da sonda.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar