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⁠Hepaticojejunostomia

A hepaticojejunostomia, também conhecida como anastomose biliodigestiva, é uma cirurgia indicada para restabelecer o fluxo da bile quando há obstrução das vias biliares. O procedimento é fundamental em casos de tumores, traumas ou estenoses. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A hepaticojejunostomia, também chamada de anastomose biliodigestiva, é uma cirurgia que estabelece uma nova conexão entre o fígado e o intestino delgado, geralmente o jejuno. 

Esse procedimento é indicado quando o fluxo natural da bile está interrompido, seja por obstruções benignas ou malignas das vias biliares.

Essa intervenção é considerada uma das principais alternativas cirúrgicas para garantir a drenagem biliar em casos complexos. 

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações de hepaticojejunostomia?

A hepaticojejunostomia é indicada quando há interrupção ou obstrução do fluxo biliar, impedindo a bile de chegar ao intestino, o que pode levar à icterícia, infecções e comprometimento da função hepática. 

A principal indicação é o câncer das vias biliares, como o colangiocarcinoma.

Outras indicações incluem:

  • Lesões iatrogênicas das vias biliares após uma colecistectomia.
  • Estenoses benignas causadas por inflamação crônica ou cirurgias prévias.
  • Tumores pancreatobiliares que comprimem os ductos biliares.
  • Obstruções pós-transplante hepático ou após cirurgias do fígado.

A decisão por esse tipo de cirurgia depende da localização da obstrução, da condição clínica do paciente e da possibilidade de ressecar ou contornar a lesão. 

É uma técnica definitiva quando não é possível restabelecer a anatomia original da via biliar.

Como é realizada a hepaticojejunostomia?

A hepaticojejunostomia é realizada sob anestesia geral, por via aberta, especialmente em casos mais complexos, ou por via minimamente invasiva.

A cirurgia envolve a criação de uma nova ligação entre o ducto hepático e uma alça do intestino delgado (jejuno), permitindo a drenagem da bile para o trato digestivo.

Durante o procedimento:

  • Uma alça jejunal é isolada e posicionada em direção ao fígado.
  • É feita a anastomose entre o ducto hepático e essa alça intestinal.
  • A extremidade distal do intestino é reconectada ao trânsito digestivo, formando uma alça em Y de Roux.
  • Drenos podem ser posicionados para monitorar possíveis vazamentos biliares.

A técnica exige precisão para evitar complicações como estenose da anastomose, fístulas ou infecções. 

Em alguns casos, o procedimento pode ser realizado por videolaparoscopia ou robótica, dependendo da experiência da equipe cirúrgica e da complexidade anatômica.

Como se preparar para a hepaticojejunostomia?

O preparo pré-operatório para a hepaticojejunostomia envolve avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e de imagem, além de correção de eventuais distúrbios hepáticos e infecciosos.

  • Exames como tomografia, ressonância e colangiografia ajudam a definir a extensão da obstrução.
  • Avaliação da função hepática e renal é essencial para reduzir os riscos da cirurgia.
  • Avaliação anestésica e cardiológica deve ser feita principalmente em pacientes com comorbidades.
  • Jejum e suspensão de medicamentos específicos, como anticoagulantes, devem seguir orientação médica.

Em casos de icterícia acentuada, pode ser necessária a drenagem biliar prévia, por via endoscópica ou percutânea, para estabilizar o paciente antes do procedimento. 

O suporte nutricional também pode ser importante, principalmente em pacientes debilitados ou com perda de peso significativa.

Como é o período pós-operatório de hepaticojejunostomia?

O pós-operatório da hepaticojejunostomia exige internação hospitalar com monitoramento rigoroso, principalmente nas primeiras 24 horas. 

O sucesso da recuperação depende de uma vigilância constante quanto às possíveis complicações.

  • UTI nas primeiras 24 a 48 horas, dependendo da complexidade da cirurgia.
  • Controle da dor e administração de antibióticos profiláticos.
  • Monitoramento de drenagens para detectar precocemente vazamentos biliares.
  • Reintrodução alimentar gradual, começando com líquidos claros.
  • Fisioterapia respiratória e motora precoce para prevenir complicações pulmonares.

O tempo de internação varia de 5 a 10 dias. Após a alta, o paciente deve manter acompanhamento ambulatorial com exames periódicos de imagem e sangue para monitorar a função hepática e a permeabilidade da anastomose.

A adesão às orientações médicas e o retorno às consultas programadas são fundamentais para garantir uma boa recuperação e evitar complicações tardias.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar