Introdução
A gastrectomia parcial ou total é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção de parte ou de todo o estômago.
Essa cirurgia é indicada para tratar condições graves que comprometem o funcionamento do órgão, como câncer, úlceras complicadas e algumas doenças benignas.
A escolha entre a gastrectomia parcial ou total depende do tipo e da extensão da doença, bem como das condições clínicas do paciente.
Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!
Quais as indicações da gastrectomia parcial ou total?
A gastrectomia parcial ou total é indicada principalmente em casos onde o estômago está comprometido por doenças que não respondem ao tratamento clínico. As principais indicações são:
- Câncer gástrico: remoção do tumor é fundamental para o tratamento e pode exigir retirada parcial ou total do estômago.
- Úlceras gástricas complicadas: úlceras que não cicatrizam ou causam perfuração e hemorragias podem demandar a cirurgia.
- Doenças benignas graves: como pólipos extensos ou tumores benignos que afetam o funcionamento do estômago.
- Gastroparesia severa: em casos raros, quando o esvaziamento gástrico está gravemente comprometido.
- Obstruções gástricas: causadas por estenoses ou tumores que bloqueiam o trânsito alimentar.
A avaliação do médico especialista é essencial para definir o tipo de gastrectomia mais adequado para cada paciente.
Como é realizada a gastrectomia parcial ou total?
A gastrectomia pode ser realizada por meio de cirurgia aberta ou minimamente invasiva, dependendo do caso e da experiência da equipe. O procedimento envolve:
- Anestesia geral com monitoramento contínuo.
- Incisão abdominal para acesso ao estômago, podendo ser maior (aberta) ou com pequenas incisões (laparoscopia ou robótica).
- Ressecção da parte comprometida do estômago (parcial) ou de todo o órgão (total).
- Reconstrução do trânsito digestivo, geralmente conectando o esôfago diretamente ao intestino delgado (no caso da gastrectomia total).
- Colocação de drenos para evitar acúmulo de líquidos e monitorar complicações.
O procedimento pode durar algumas horas e requer uma equipe especializada para garantir segurança e eficácia.
Como se preparar para a gastrectomia parcial ou total?
Antes da gastrectomia, uma boa preparação é essencial para minimizar complicações. Recomendações incluem:
- Realizar exames laboratoriais e de imagem completos.
- Jejum de 8 a 12 horas.
- Suspender uso de medicamentos que alterem a coagulação.
- Avaliar estado nutricional para correção prévia.
- Parar de fumar e evitar álcool.
- Informar a equipe médica sobre condições clínicas existentes.
- Receber orientações sobre o suporte nutricional após a cirurgia.
- Acompanhamento com equipe multidisciplinar
Esses passos facilitam a recuperação e aumentam as chances de sucesso.
Como é o período pós-operatório da gastrectomia parcial ou total?
O pós-operatório da gastrectomia exige cuidados específicos para promover a cicatrização e evitar complicações. Entre as principais orientações e cuidados estão:
- Internação inicial em unidade de terapia intensiva para monitoramento.
- Controle rigoroso da dor e suporte nutricional, que pode ser via sonda nasoenteral ou parenteral inicialmente.
- Introdução gradual da alimentação oral, começando com líquidos e evoluindo conforme tolerância.
- Fisioterapia respiratória para evitar complicações pulmonares.
- Acompanhamento nutricional para garantir ingestão adequada de vitaminas e nutrientes, podendo necessitar suplementação.
- Monitoramento para detectar sinais de infecção, vazamento na anastomose ou outras complicações.
- Orientação para adaptações alimentares permanentes, devido à redução da capacidade gástrica e alterações na digestão.
O acompanhamento clínico regular é fundamental para o sucesso da recuperação.
Assim, a gastrectomia parcial ou total é um procedimento essencial para o tratamento de doenças graves do estômago.
Apesar dos desafios no pós-operatório, o acompanhamento adequado possibilita a melhora dos sintomas e a qualidade de vida dos pacientes.
