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⁠Hepatectomia segmentar ou lobar

A hepatectomia segmentar, lobar é uma cirurgia realizada para remover partes específicas do fígado, com base na localização e extensão da doença hepática. Cada tipo possui indicações precisas e exige preparo adequado, além de cuidados detalhados no pós-operatório. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A hepatectomia segmentar ou lobar é uma cirurgia complexa indicada para a remoção de partes do fígado, variando conforme a área afetada. 

Essa técnica pode abranger desde a retirada de um segmento específico até a remoção de um lobo inteiro.

A escolha do tipo de hepatectomia depende do tamanho, localização e tipo da lesão hepática, além das condições clínicas do paciente.

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações de hepatectomia segmentar ou lobar?

A hepatectomia segmentar ou lobar é indicada principalmente para tratar lesões hepáticas neoplasias primárias ou secundárias do fígado, que não podem ser resolvidas por abordagens clínicas. A escolha entre os tipos de hepatectomia dependerá da localização, extensão e natureza da doença.

  • Segmentar: indicada para pequenos tumores localizados em segmentos específicos do fígado, preservando o máximo de tecido hepático saudável.
  • Lobar: recomendada quando um lobo inteiro do fígado está comprometido, como em metástases volumosas ou tumores primários extensos.

Outras indicações incluem adenomas com risco de ruptura, lesões traumáticas graves e doenças benignas que causam sintomas importantes. 

A avaliação pré-operatória detalhada é essencial para definir o tipo de ressecção mais apropriado para cada caso.

Como é realizada a hepatectomia segmentar ou lobar?

A hepatectomia segmentar ou lobar é feita sob anestesia geral, com abordagem aberta ou minimamente invasiva. O tipo de hepatectomia a ser realizado depende do plano cirúrgico e da anatomia hepática envolvida.

  • Segmentar: o cirurgião remove apenas o segmento do fígado afetado, com atenção aos vasos e estruturas anatômicas locais.
  • Lobar: envolve a ligadura dos vasos do lobo afetado e sua retirada completa, respeitando a integridade do restante do fígado.

Durante o procedimento, são utilizados equipamentos como bisturis ultrassônicos e ultrassom intraoperatório para auxiliar na identificação das estruturas. 

Como se preparar para a hepatectomia segmentar ou lobar?

O preparo para a hepatectomia envolve exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além de avaliação de risco cirúrgico e da capacidade funcional hepática.

  • Exames de imagem (TC, RM): ajudam a mapear a anatomia do fígado e a localização exata da lesão.
  • Avaliação da função hepática: determina se o fígado conseguirá se regenerar adequadamente após a ressecção.
  • Avaliação cardiológica e anestésica: importante para pacientes com comorbidades.
  • Ajuste de medicamentos: anticoagulantes e outros fármacos que afetam a coagulação devem ser suspensos conforme orientação médica.

Além disso, o paciente deve estar em jejum no dia do procedimento e pode precisar de internação prévia para completar o preparo clínico. 

O suporte psicológico e as explicações claras sobre o procedimento também são fundamentais nesse processo.

Como é o período pós-operatório de hepatectomia segmentar ou lobar?

O pós-operatório da hepatectomia requer monitoramento intensivo, especialmente nas primeiras 48 horas. O tempo de internação varia conforme o tipo de ressecção e as condições clínicas do paciente.

  • Monitoramento em UTI: comum nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia.
  • Controle da dor e sinais vitais: feitos com suporte de equipe especializada.
  • Avaliação da função hepática: para garantir a recuperação adequada do órgão.
  • Reintrodução alimentar gradual: inicia-se com líquidos e progride conforme a evolução clínica.
  • Fisioterapia precoce: previne complicações pulmonares e tromboses.

Complicações como sangramento, infecção ou insuficiência hepática podem ocorrer e exigem intervenção imediata. 

O acompanhamento ambulatorial é indispensável para o sucesso da recuperação e prevenção de recidivas ou sequelas.

A cooperação do paciente com as orientações médicas é essencial para uma boa evolução.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar