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Pancreatectomia distal ou total

A pancreatectomia distal ou total é uma cirurgia para remoção parcial ou completa do pâncreas, indicada para tumores e outras doenças graves. Saiba quais são suas indicações, como é realizada e cuidados essenciais no pós-operatório. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A pancreatectomia distal ou total é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção parcial (distal) ou completa do pâncreas. 

É indicado para tratar tumores, pancreatite crônica grave e outras doenças que comprometem o funcionamento do órgão. 

Por ser uma cirurgia complexa, exige avaliação detalhada do paciente e acompanhamento especializado. 

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações da pancreatectomia distal ou total?

A pancreatectomia distal é indicada principalmente para tumores localizados na parte esquerda (distal) do pâncreas, enquanto a pancreatectomia total é reservada para casos mais extensos que envolvem todo o órgão. Entre as indicações principais estão:

  • Tumores pancreáticos benignos ou malignos restritos à porção distal do pâncreas.
  • Pancreatite crônica com complicações severas.
  • Cistos pancreáticos que apresentam risco de malignidade.
  • Lesões ou tumores multifocais que exigem a remoção completa do pâncreas (pancreatectomia total).

Cada caso é avaliado individualmente para definir a extensão da cirurgia, visando o melhor resultado oncológico e funcional.

Como é realizado o procedimento de pancreatectomia distal ou total?

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, com acesso abdominal por técnica aberta ou minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica). Na pancreatectomia distal, o cirurgião remove a parte esquerda do pâncreas, podendo associar a remoção do baço (Esplenectomia), se necessário. 

Já na pancreatectomia total, todo o pâncreas é retirado, com reconstrução adequada do trato digestivo para manter suas funções. O procedimento envolve:

  • Acesso abdominal para exposição do pâncreas.
  • Ressecção da parte afetada do pâncreas (distal ou total).
  • Possível remoção do baço em casos indicados.
  • Controle rigoroso de vasos sanguíneos e tecidos vizinhos.
  • Fechamento cuidadoso e monitoramento intensivo pós-cirúrgico.

A cirurgia dura algumas horas e exige equipe especializada para reduzir riscos.

Como se preparar para a pancreatectomia distal ou total?

A preparação para a pancreatectomia exige cuidados específicos para a segurança do paciente. Cuidados importantes incluem:

  • Realizar exames laboratoriais completos e exames de imagem.
  • Jejum conforme indicação médica.
  • Suspender medicamentos anticoagulantes e anti-inflamatórios.
  • Avaliar e corrigir deficiências nutricionais.
  • Parar de fumar e evitar álcool.
  • Vacinação quando se programa a retirada do baço
  • Comparecer às consultas pré-anestésicas.
  • Preparar-se para os cuidados pós-operatórios, inclusive alimentação.

Esses cuidados garantem maior segurança e eficácia no procedimento.

Como é o período pós-operatório da pancreatectomia distal ou total e quais os cuidados necessários?

O pós-operatório requer cuidados específicos para garantir a recuperação e minimizar complicações. Entre as principais medidas estão:

  • Monitoramento em unidade de terapia intensiva nas primeiras horas ou dias.
  • Controle da dor e suporte nutricional, que pode incluir alimentação via sonda.
  • Acompanhamento para detectar possíveis complicações, como vazamentos pancreáticos, infecções ou sangramentos.
  • Avaliação da função pancreática, já que a remoção total pode levar à necessidade de uso de enzimas digestivas e insulina.
  • Fisioterapia e suporte multidisciplinar para auxiliar na recuperação geral.

O tempo de recuperação varia conforme o quadro clínico e extensão da cirurgia.

Assim, a pancreatectomia distal ou total é um procedimento fundamental para o tratamento de doenças graves do pâncreas. 

Com avaliação criteriosa e cuidados adequados no pós-operatório, é possível oferecer melhor qualidade de vida e controle da doença.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar