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⁠Esplenectomia

A esplenectomia é a cirurgia indicada para remoção do baço, geralmente em casos de doenças hematológicas, trauma abdominal ou tumores. Embora o baço tenha funções importantes no sistema imunológico, sua retirada pode ser necessária para preservar a vida ou controlar doenças graves. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A esplenectomia é o procedimento cirúrgico para remoção total ou parcial do baço, órgão localizado no lado superior esquerdo do abdômen. 

Essa cirurgia pode ser necessária em diversas condições médicas, como traumas, doenças do sangue e certas infecções ou tumores.

Apesar do papel do baço no sistema imunológico, sua retirada pode ser compensada por outras estruturas do organismo.

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações de esplenectomia?

A esplenectomia é indicada em situações nas quais o baço representa um risco à saúde do paciente, seja por doença, disfunção ou lesão grave. 

Uma das causas mais comuns é o trauma abdominal com ruptura do baço, uma emergência médica que exige intervenção imediata.

Outras indicações frequentes incluem:

  • Doenças hematológicas, como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), anemia hemolítica autoimune e talassemia.
  • Esplenomegalia maciça, que causa dor, desconforto ou compressão de órgãos vizinhos.
  • Tumores esplênicos primários ou secundários.
  • Infecções graves ou abscessos que não respondem ao tratamento clínico.

Em casos de doenças do sangue, a esplenectomia pode melhorar a resposta ao tratamento ou até representar a cura. 

A avaliação criteriosa por uma equipe multidisciplinar é fundamental para determinar a real necessidade da cirurgia.

Como é realizada a esplenectomia?

A esplenectomia pode ser realizada por via aberta (laparotomia) ou por via minimamente invasiva (laparoscopia ou robótica), dependendo do tamanho do baço, da condição do paciente e da experiência da equipe cirúrgica. O procedimento é feito sob anestesia geral.

Durante a cirurgia:

  • O baço é cuidadosamente dissecado, respeitando estruturas adjacentes, como o estômago e o pâncreas.
  • Vasos esplênicos são ligados e seccionados para evitar sangramentos.
  • O baço é removido e, quando possível, enviado para análise anatomopatológica.
  • Em alguns casos, drenos são colocados temporariamente.

A via minimamente invasiva é preferida quando viável, pois reduz o tempo de internação, a dor pós-operatória e o risco de infecção. 

No entanto, em casos de trauma ou esplenomegalia volumosa, a abordagem aberta pode ser mais segura e eficaz.

Como se preparar para a esplenectomia?

O preparo pré-operatório da esplenectomia envolve uma série de cuidados clínicos e laboratoriais, com foco na prevenção de infecções e no controle das condições que levaram à indicação da cirurgia.

Entre as medidas preparatórias estão:

  • Vacinação contra pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae, preferencialmente 2 semanas antes da cirurgia.
  • Exames laboratoriais completos, incluindo contagem de plaquetas e função hepática.
  • Imagem abdominal, como ultrassonografia ou tomografia, para avaliação do tamanho e posição do baço.
  • Avaliação anestésica e clínica pré-operatória.
  • Jejum e suspensão de medicamentos, como anticoagulantes, conforme orientação médica.

Em pacientes com doenças hematológicas, pode ser necessário suporte transfusional prévio ou uso de corticoides. 

O preparo adequado é essencial para reduzir os riscos e melhorar a recuperação pós-operatória.

Como é o período pós-operatório de esplenectomia?

O pós-operatório da esplenectomia exige cuidados específicos, especialmente relacionados à prevenção de infecções, já que o baço é parte do sistema imunológico. 

A internação geralmente dura de 3 a 7 dias, dependendo da via de acesso e da resposta do paciente.

Principais cuidados incluem:

  • Uso de antibióticos profiláticos, especialmente em pacientes imunocomprometidos.
  • Monitoramento de sinais vitais e da ferida operatória.
  • Controle da dor e mobilização precoce.
  • Retorno gradual à dieta e atividades físicas.
  • Reforço vacinal, caso não tenha sido realizado antes da cirurgia.

O paciente deve ser orientado a procurar atendimento médico imediato em caso de febre, calafrios ou sinais de infecção. 

O acompanhamento ambulatorial é essencial para garantir a recuperação completa e monitorar possíveis complicações tardias, como tromboses ou infecções recorrentes.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar