Introdução
A enterectomia é uma cirurgia realizada para remover parte do intestino delgado, frequentemente indicada no tratamento de tumores intestinais.
Esses tumores, embora menos comuns que os do cólon, podem comprometer o funcionamento intestinal e causar sintomas como dor, obstrução ou sangramento.
A escolha pela enterectomia depende da localização, extensão e tipo do tumor, sendo uma etapa fundamental para controle da doença e melhora da qualidade de vida.
Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!
Quais as indicações de enterectomia?
A enterectomia é indicada principalmente para o tratamento de tumores localizados no intestino delgado, que correspondem a uma pequena porcentagem dos cânceres gastrointestinais.
Os tumores mais comuns incluem adenocarcinomas, linfomas, tumores neuroendócrinos e sarcomas.
As principais indicações são:
- Presença de tumor único ou localizado, com possibilidade de ressecção completa.
- Obstrução intestinal causada por crescimento tumoral.
- Sangramentos recorrentes, não controlados clinicamente.
- Perfurações ou necrose intestinal associadas ao tumor.
Além dos tumores malignos, a enterectomia também pode ser indicada em casos de lesões benignas com risco de complicações, como pólipos grandes ou doenças inflamatórias com degeneração.
O objetivo é remover a parte afetada do intestino e reestabelecer a continuidade do trato digestivo, promovendo melhora clínica e oncológica.
Como é realizada a enterectomia?
A enterectomia pode ser feita por via aberta, laparoscópica ou robótica, sob anestesia geral. A escolha da técnica depende da localização do tumor, do tamanho da lesão e das condições clínicas do paciente.
O procedimento consiste em:
- Identificar e isolar o segmento intestinal afetado.
- Ressecar a porção do intestino que contém o tumor, com margens de segurança.
- Realizar a anastomose, ou seja, reconectar as duas extremidades saudáveis do intestino.
- Inspecionar a cavidade abdominal e, se necessário, retirar linfonodos ou outras estruturas acometidas.
Em alguns casos, quando a anastomose não é possível de imediato, pode-se realizar uma ostomia temporária.
A cirurgia dura, em média, de 2 a 4 horas e exige equipe experiente em cirurgia oncológica e do aparelho digestivo.
Como se preparar para a enterectomia?
O preparo para a enterectomia é essencial para reduzir riscos e favorecer a recuperação. A preparação envolve avaliação médica completa, controle de comorbidades e otimização do estado nutricional.
As principais medidas incluem:
- Exames laboratoriais e de imagem para avaliação da função hepática, renal e extensão da lesão.
- Tomografia abdominal ou enterografia para detalhar o tumor e auxiliar no planejamento cirúrgico.
- Avaliação anestésica e cardiológica, especialmente em pacientes com doenças crônicas.
- Jejum pré-operatório de 8 horas e interrupção de medicamentos conforme orientação médica.
Pacientes com perda de peso ou desnutrição devem receber suporte nutricional prévio. Em alguns casos, pode ser necessário preparo intestinal com soluções específicas.
O preparo psicológico também é importante, com esclarecimento sobre o procedimento e o período de recuperação.
Como é o período pós-operatório de enterectomia?
O período pós-operatório da enterectomia exige cuidados hospitalares, principalmente nas primeiras 48 a 72 horas.
O tempo de internação pode variar entre 5 e 10 dias, de acordo com a extensão da cirurgia e a evolução clínica do paciente.
Os cuidados pós-operatórios incluem:
- Analgesia adequada para controle da dor.
- Monitoramento da função intestinal, como retorno dos ruídos e eliminação de gases.
- Alimentação iniciada gradualmente, iniciando com líquidos claros.
- Uso de antibióticos e profilaxia para trombose venosa profunda.
- Mobilização precoce para reduzir complicações pulmonares e tromboembólicas.
Após a alta, o paciente deve seguir orientações quanto à dieta, repouso e uso de medicamentos.
O acompanhamento ambulatorial com equipe médica e oncologia é essencial para monitorar a recuperação e planejar tratamentos complementares, se necessário.

