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⁠Colecistectomia oncológica

A colecistectomia oncológica é o procedimento indicado para a remoção da vesícula biliar acometida por tumor. Essa cirurgia pode incluir também a retirada de estruturas adjacentes, dependendo da extensão da doença. O sucesso do tratamento depende do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

A colecistectomia oncológica é uma cirurgia realizada para tratar o câncer da vesícula biliar. 

Trata-se de um procedimento mais complexo do que a colecistectomia convencional, pois envolve a remoção da vesícula e, em muitos casos, de estruturas adjacentes, como porções do fígado e linfonodos próximos.

Esse tipo de câncer costuma ser silencioso e só apresenta sintomas em fases mais avançadas, tornando o diagnóstico precoce essencial para aumentar as chances de sucesso do tratamento. 

Neste artigo, abordaremos as indicações deste procedimento, como ele é realizado, como se preparar e quais os cuidados necessários no período pós-operatório. Leia até o final e saiba mais!

Quais as indicações de colecistectomia oncológica?

A colecistectomia oncológica é indicada principalmente nos casos em que há diagnóstico de carcinoma da vesícula biliar. A cirurgia é recomendada de acordo com o estadiamento do tumor e a presença ou não de invasão em estruturas vizinhas.

  • Estágios iniciais (T1a): a colecistectomia simples pode ser suficiente.
  • Estágios mais avançados (T1b ou superiores): requerem colecistectomia estendida com ressecção hepática segmentar e linfadenectomia regional.
  • Tumores descobertos incidentalmente após colecistectomia convencional podem exigir reoperação oncológica para garantir margens livres e controle da doença.

Além disso, a cirurgia pode ser indicada mesmo na ausência de sintomas, quando lesões suspeitas são detectadas por imagem. 

A decisão sobre a abordagem depende de exames histopatológicos, ressonância e tomografia para avaliar o comprometimento local e a possibilidade de ressecção com segurança oncológica.

Como é realizada a colecistectomia oncológica?

A colecistectomia oncológica é um procedimento realizado sob anestesia geral, com abordagem aberta ou minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica), dependendo do caso e da experiência da equipe. 

O objetivo é retirar completamente o tumor, respeitando os princípios da cirurgia oncológica.

  • Ressecção da vesícula biliar com margens livres de tumor.
  • Segmentectomia hepática (IVb e V) quando há invasão hepática local.
  • Dissecção de linfonodos do hilo hepático e da região peripancreática.
  • Avaliação intraoperatória para excluir disseminação peritoneal ou metastática.

O procedimento pode durar várias horas, especialmente em casos avançados. Em algumas situações, pode ser necessário associar outros tipos de ressecções, como de vias biliares e intestinais, caso haja invasão direta. 

O controle rigoroso do sangramento e o monitoramento da função hepática são fundamentais durante a cirurgia.

Como se preparar para a colecistectomia oncológica?

O preparo para a colecistectomia oncológica começa com uma avaliação clínica completa e exames de imagem que ajudam a definir o plano cirúrgico adequado.

  • Ressonância magnética e tomografia avaliam a extensão do tumor.
  • Exames laboratoriais verificam a função hepática, renal e condições de coagulação.
  • Avaliação cardiológica e anestésica para redução dos riscos intraoperatórios.
  • Interrupção de anticoagulantes e controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

O paciente deve seguir orientações específicas de jejum e, em alguns casos, fazer uso de antibióticos preventivos. 

Também é importante ter suporte emocional e psicológico, já que se trata de uma cirurgia oncológica, com impacto significativo na vida do paciente.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar