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⁠Câncer de reto

O câncer de reto é um tumor maligno que afeta a parte final do intestino grosso. Pode apresentar sintomas sutis no início, dificultando a detecção precoce. O diagnóstico e tratamento rápidos são essenciais para aumentar as chances de cura. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

O câncer de reto é um tipo de tumor maligno que se desenvolve no reto, a porção final do intestino grosso, responsável pela eliminação das fezes. 

Essa doença pode surgir de lesões pré-existentes, como pólipos, e apresenta crescimento gradual. O câncer de reto é uma das formas mais comuns de câncer gastrointestinal, afetando principalmente adultos acima dos 50 anos. 

Seu diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz e cura. 

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do câncer de reto?

O câncer de reto tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e hábitos de vida. A transformação maligna geralmente ocorre a partir de pólipos benignos que crescem lentamente no revestimento do reto. Os fatores de risco incluem:

  • Histórico familiar de câncer colorretal.
  • Idade avançada, especialmente após os 50 anos.
  • Dieta pobre em fibras e rica em gorduras saturadas.
  • Sedentarismo e obesidade.
  • Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn.
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool.

A prevenção envolve controle dos fatores de risco e realização de exames regulares para detecção precoce.

Quais os sintomas do câncer de reto?

Os sintomas do câncer de reto podem ser discretos no início e se manifestar de forma gradual, o que muitas vezes atrasa o diagnóstico. É importante estar atento a alterações persistentes, como:

  • Sangramento retal, muitas vezes percebido nas fezes.
  • Dor abdominal ou desconforto na região anal.
  • Alterações no hábito intestinal, como diarreia, constipação ou sensação de evacuação incompleta.
  • Perda de peso inexplicada e fadiga constante.
  • Muco nas fezes e sensação de urgência para evacuar.
  • Inchaço ou sensação de massa na região anal.

Caso algum desses sintomas persista, é fundamental procurar avaliação médica para investigação adequada.

Como é feito o diagnóstico do câncer de reto?

O diagnóstico do câncer de reto baseia-se em uma combinação de exames clínicos e complementares que permitem avaliar a presença e extensão da doença, como:

  • Exame físico, incluindo toque retal para detectar massas ou irregularidades.
  • Retossigmoidoscopia e colonoscopia, que permitem visualizar e biopsiar lesões suspeitas.
  • Exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e Pet-CT, auxiliam na avaliação do tumor e possível extensão.
  • Marcadores tumorais podem ser usados para acompanhamento, mas não substituem os exames diretos.
  • Biópsia, que confirma a presença de células malignas.

Esses procedimentos são essenciais para o planejamento do tratamento mais adequado para cada caso.

Como é feito o tratamento do câncer de reto?

O tratamento do câncer de reto depende do estágio da doença, localização do tumor e condições gerais do paciente. A combinação de terapias pode ser necessária para melhores resultados.

  • Cirurgia: aberta ou minimamente invasiva, é o principal método, podendo incluir ressecção parcial ou total do reto.
  • Quimioterapia, utilizada antes ou após a cirurgia para reduzir o tumor ou eliminar células remanescentes.
  • Radioterapia, frequentemente associada à quimioterapia para controlar o tumor localmente.
  • Terapias-alvo e imunoterapia, opções para casos avançados ou específicos.
  • Acompanhamento multidisciplinar, incluindo cuidados nutricionais e psicológicos.

O tratamento visa a cura sempre que possível, ou o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida em estágios avançados.

Assim, o câncer de reto é uma doença grave, mas que apresenta melhores prognósticos quando detectada precocemente. 

O reconhecimento dos fatores de risco, atenção aos sintomas e a realização de exames preventivos são fundamentais para o sucesso do tratamento. 

O acompanhamento médico regular e o acesso a uma equipe especializada aumentam as chances de cura e qualidade de vida do paciente.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar