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⁠Câncer de fígado

O câncer de fígado é uma doença grave que pode surgir a partir de doenças crônicas como hepatite viral e cirrose hepática. Muitas vezes silencioso no início, ele exige atenção aos fatores de risco e diagnóstico precoce para melhores resultados no tratamento. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

O câncer de fígado é uma neoplasia maligna que se desenvolve nas células hepáticas, sendo o tipo mais comum o carcinoma hepatocelular. 

Esta doença pode ter origem primária, quando se forma diretamente no fígado, ou ser secundária, quando resulta de metástase de tumores em outros órgãos.

Apesar de agressivo, o câncer de fígado muitas vezes evolui de forma silenciosa, dificultando o diagnóstico precoce. 

Doenças hepáticas crônicas, como hepatite B e C e cirrose, são os principais fatores de risco para o seu desenvolvimento.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do câncer de fígado?

O câncer de fígado pode surgir por diversas causas, sendo muitas delas associadas a doenças hepáticas crônicas. As lesões prolongadas nas células do fígado criam um ambiente favorável à transformação maligna dessas células. São fatores de risco:

  • Hepatite B e C crônicas: infecções virais que, ao longo do tempo, danificam o tecido hepático e aumentam o risco de câncer.
  • Cirrose hepática: causada por álcool, hepatites ou doenças metabólicas, é uma das principais condições associadas ao câncer hepático.
  • Alcoolismo: o consumo excessivo de álcool leva à inflamação e destruição das células hepáticas.
  • Esteatose hepática (fígado gorduroso): principalmente quando evolui para esteato-hepatite não alcoólica (NASH).
  • Exposição a aflatoxinas: toxinas produzidas por fungos presentes em alimentos mal armazenados.
  • Doenças hereditárias: como hemocromatose, que provoca acúmulo de ferro no fígado.

A prevenção inclui a vacinação contra hepatite B, controle do consumo de álcool e acompanhamento regular de doenças hepáticas crônicas.

Quais os sintomas do câncer de fígado?

Nos estágios iniciais, o câncer de fígado pode não apresentar sintomas, dificultando sua detecção precoce. Quando os sinais começam a aparecer, eles geralmente indicam uma fase mais avançada da doença. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor abdominal: localizada principalmente no quadrante superior direito.
  • Perda de peso inexplicada: sem alterações na alimentação.
  • Fadiga constante e fraqueza: mesmo em repouso.
  • Perda de apetite e sensação de saciedade precoce.
  • Icterícia: amarelamento da pele e olhos.
  • Aumento do fígado (hepatomegalia): perceptível ao exame físico.
  • Inchaço abdominal (ascite): devido ao acúmulo de líquido na cavidade abdominal.

Caso esses sintomas se manifestem, é fundamental procurar um médico para investigação detalhada. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento eficaz.

Como é feito o diagnóstico do câncer de fígado?

O diagnóstico do câncer de fígado envolve avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem, especialmente em pacientes que já possuem doenças hepáticas prévias. O rastreamento em pessoas de risco é fundamental para identificar o tumor precocemente, sendo realizado por meio de:

  • Exames de sangue: incluindo dosagem da alfafetoproteína (AFP), marcador tumoral comumente elevado nesse tipo de câncer.
  • Ultrassonografia abdominal: primeiro exame de imagem usado para investigar alterações no fígado.
  • Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM): permitem identificar o tamanho, forma e localização da lesão.
  • Biópsia hepática: realizada em casos selecionados, quando os exames de imagem não são conclusivos.
  • Elastografia hepática: avalia a rigidez do fígado, útil no acompanhamento de pacientes com cirrose.

Pacientes com hepatite crônica ou cirrose devem realizar exames de rastreio periodicamente para detectar alterações suspeitas antes do surgimento dos sintomas.

Como é feito o tratamento do câncer de fígado?

O tratamento do câncer de fígado depende do estágio da doença, da função hepática e das condições clínicas do paciente. As opções variam desde terapias locais até intervenções cirúrgicas mais complexas e incluem:

  • Cirurgia (ressecção hepática): aberta ou minimamente invasiva, é indicada em tumores localizados e com boa função hepática.
  • Transplante de fígado: em casos selecionados, pode oferecer cura, especialmente se o tumor estiver dentro dos critérios de Milão.
  • Ablativas (radiofrequência ou micro-ondas): destruindo as células tumorais por calor.
  • Quimioembolização transarterial (TACE): introduz quimioterápicos diretamente no tumor, reduzindo seus efeitos sistêmicos.
  • Sorafenibe e outras terapias-alvo: medicamentos que inibem o crescimento tumoral, utilizados em fases avançadas.
  • Imunoterapia: opção promissora em casos mais resistentes.

A escolha do tratamento é feita de forma individualizada buscando o melhor resultado possível para cada paciente.

Assim, o câncer de fígado é uma neoplasia agressiva que exige atenção especial, principalmente em pacientes com doenças hepáticas crônicas. 

A prevenção, por meio da vacinação e controle de fatores de risco, é essencial. O diagnóstico precoce, aliado às novas abordagens terapêuticas, pode melhorar significativamente o prognóstico. 

Manter o acompanhamento médico regular é fundamental para detectar alterações iniciais e iniciar o tratamento no momento ideal.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar