Abre em uma nova aba

Câncer de Cólon e Reto (Câncer Colorretal)

O câncer de cólon é um dos tumores mais comuns do trato digestivo e pode se desenvolver silenciosamente ao longo dos anos. Fatores genéticos, hábitos alimentares e estilo de vida influenciam no risco da doença. O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento. Entenda mais sobre esse assunto!

Publicado em: 06/08/2025.

Atualizado em: 01/10/2025.

Introdução

O câncer de cólon é um tipo de tumor que se origina no intestino grosso, geralmente a partir de pólipos que sofrem alterações malignas ao longo do tempo. 

É uma das principais causas de morte por câncer no mundo, porém, quando detectado precocemente, tem altas chances de cura.

Esse tipo de câncer pode evoluir de forma lenta e silenciosa, o que reforça a importância de exames preventivos, principalmente em pessoas com fatores de risco.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas do câncer de cólon?

O câncer de cólon pode ter diversas causas associadas, sendo multifatorial sua origem. Estão entre os principais fatores de risco:

  • Histórico familiar de câncer colorretal aumenta significativamente o risco.
  • Síndromes hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar (PAF) e a síndrome de Lynch.
  • Dieta rica em gorduras e carnes processadas e pobre em fibras vegetais.
  • Sedentarismo e obesidade favorecem alterações metabólicas ligadas ao câncer.
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool, que provocam danos celulares.
  • Doenças inflamatórias intestinais crônicas, como colite ulcerativa e doença de Crohn.

A prevenção inclui mudanças no estilo de vida e a realização de exames periódicos, especialmente após os 50 anos ou antes, em casos de risco familiar.

Quais os sintomas do câncer de cólon?

Os sintomas do câncer de cólon variam conforme o estágio da doença e a localização do tumor no intestino. Inicialmente, a condição pode ser assintomática, dificultando sua detecção precoce. Quando surgem, os sintomas podem incluir:

  • Alterações no hábito intestinal, como diarreia ou constipação persistente.
  • Sangue nas fezes, que pode ser visível ou oculto.
  • Dor abdominal frequente, cólicas ou sensação de estufamento.
  • Sensação de evacuação incompleta, mesmo após ir ao banheiro.
  • Perda de peso involuntária e sem causa aparente.
  • Fadiga constante, relacionada à anemia provocada por sangramentos ocultos.

A presença desses sinais deve levar à investigação médica imediata, especialmente em pessoas com histórico familiar.

Como é feito o diagnóstico do câncer de cólon?

O diagnóstico do câncer de cólon envolve uma série de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. A detecção precoce é crucial para o sucesso terapêutico e aumenta consideravelmente as chances de cura. Entre os principais exames estão:

  • Colonoscopia é o exame padrão-ouro, permitindo visualização direta e biópsia de lesões.
  • Exame de sangue oculto nas fezes, útil como rastreamento em pessoas assintomáticas.
  • Tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e Pet-CT ajudam a avaliar a extensão do tumor.
  • Marcadores tumorais, como CEA, podem ser úteis para o acompanhamento da doença.
  • Biópsia da lesão confirma a presença de células malignas.

A realização periódica de colonoscopia a partir dos 50 anos (ou antes, se houver fatores de risco) é uma estratégia eficiente para prevenir ou detectar a doença precocemente.

Como é feito o tratamento do câncer de cólon?

O tratamento do câncer de cólon depende do estágio da doença, localização do tumor e condição geral do paciente. As opções terapêuticas são combinadas para obter melhores resultados. Entre elas estão:

  • Ressecção por colonoscopia, opção utilizada no tratamento de lesões pré-malignas ou malignas iniciais.
  • Cirurgia: aberta ou minimamente invasiva, é o tratamento principal e consiste na retirada da porção afetada do cólon.
  • Quimioterapia, utilizada após a cirurgia (adjuvante) ou em casos avançados.
  • Radioterapia, menos comum, indicada em situações específicas, especialmente em cânceres próximos ao reto.
  • Terapias-alvo, que atuam em mutações genéticas específicas.
  • Imunoterapia, opção em alguns casos com perfis moleculares compatíveis.

O acompanhamento após o tratamento inclui exames periódicos para monitorar recidivas. A abordagem deve ser feita por equipe especializada.

Assim, o câncer de cólon é uma doença grave, porém altamente tratável quando diagnosticada precocemente.

A adoção de hábitos saudáveis, o rastreamento com exames como a colonoscopia e o acompanhamento médico regular são estratégias essenciais de prevenção. 

Identificar os sinais iniciais e buscar atendimento especializado permite intervenções rápidas e aumenta as chances de cura.

Dr. Fernando Felippe
CRM: 125.873 - SP
RQE Nº: 49152
RQE Nº: 49151
RQE Nº: 491521
Cirurgião Oncológico Laparoscópico e Robótico, especializado no diagnóstico e tratamento do câncer. Graduado pela Faculdade de Medicina de Marília, com especialização em Cirurgia do Trauma, Cancerologia e Cancerologia Cirúrgica.
Currículo LattesGoogle Scholar